Enfim, palavras sensatas de um HOMEM, que me livram de qualquer possível comentário alheio maldoso sobre o meu suposto "machismo" enrustido. E me ajudam a derrubar a o dogma hipócrita de que depois que a gente passa a viver com outra pessoa tudo continua perfeitamente igual a quando se é somente namorado. A intenção até existe, mas a realidade é beeem outra!! Dei muita risada. Vale a pena compartilhar.*
Conversávamos todos em uma mesa de bar. Eu, uns amigos, umas amigas, muitas brahmas. Não sei qual delas (das amigas, não das brahmas) puxou o assunto roupa íntima, mas sei que rendeu. Eu sou fã de lingeries. Elas são sim sexy, interessantes, estimulantes e o tema muito me interessa. Mas o que mais me incomoda é que é só puxar o assunto que algum sabichão, arrastado por campanhas internéticas, vem em um tom superior de desdém reclamar que calcinha bege broxa. Tudo bem, poderia ser figura de linguagem. Mas não, o sujeito insiste, “com calcinha bege não rola mesmo”. Isso pra mim tem um nome: síndrome de Rick Martin. Quem nessa vida, num quarto de motel, no auge da taradisse, vai parar, olhar aquela calcinha de vó e, “desculpe, baby. Essa sua calcinha vai contra todas as cláusulas pétreas da minha etiqueta sexual”. Só há uma resposta pra isso senhoras e senhores: VIADAGEM.
O mesmo serve para as mulheres. Aliás, isso foi fruto de um experimento científico. Eu e um amigo terminamos os namoros mais ou menos na mesma data e fomos juntos comemorar afogar as mágoas no mais copo sujo dos botecos de Belo Horizonte. Dali, meia garrafa de germana (boteco também tem cachaça boa) depois, surge um pacto: “bora comer todas as mulheres que tivermos chance?” Concordei, relutante, mas concordei (acredite TODAS é um tanto arriscado porque, geralmente, as que mais dão mole são as que menos agradam, por assim dizer). E do nosso pacto republicano veio outra condicional “e vamos sempre com cueca de segunda-feira”.
Explico: segunda-feira é o dia menos propício pra se comer alguém. É o dia pós domingo em que você reclama da vida, do chefe, vai pra casa e ainda reclama da merda que é o Jornal Nacional. Em segundas-feiras não tem porque você vestir aquela cueca Calvin Klein. Não senhores, vocês vão querer economizar o pano e vestir aquele zorbão com entradinha lateral (sabe qual é?) já gasto e com o elástico frouxo.
Pois bem, nas minhas aventuras pós namoro (que já aposentei –a monogamia me assola) nem sempre cumpri nenhum dos dois acordos de cavalheiros feitos no boteco, mas não deixei de, por pura curiosidade científica (epistemologia sexual devia ser cadeira obrigatória nas universidades do país), experimentá-las.
Confesso que a idéia da cueca me constrangeu um pouco. Por conta da vergonha eu tirava tudo de uma vez, nem deixava a vítima vislumbrar minha zorba de 1930. Mas com uma ou outra, com o grau alcoólico mais elevado , eu até fiz pose. E tchanã, nenhuma (nem a mais patricinha das mulheres que, ok, eu tava semi-namorando) deu pra trás (no bom sentido, no mau sentido varia). Uma piadinha, uma observação ou uma risadinha até rolou, mas que deu, deram! Cientificamente comprovado!
Concluindo essa dissertação, só é perdoável a broxada real em casos similares ao de um outro amigo meu, fissurado em mulheres mais velhas (dos quarenta até os cinqüenta e meios ele não perdoa uma) que pegou aquele monumento de maturidade, colocou no seu humilde golzinho e a levou pro melhor motel de Juiz de Fora. Chegando lá, despida a dama, ela trazia por baixo um CORPETE DO DR. RAY (a mulher da propaganda não vem inclusa). Altamente engonoso e indespível, segundo ele. Coitado, me ligou, eu ri, mas compreendi. Pro resto, senhoritas: podem usar tranqüilas sua calcinha bege invisível sob o vestido de festa; pode dar tranqüila caso você tenha saído desprevenida ou não imaginasse que o Brad Pitt fosse lhe bater a porta em plena sexta-feira da paixão. Libera os seus feromônios e se alguém reclamar repita com o tio aqui: VIADAGEM.
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